A Acção do Partido Republicano
Os adversários da monarquia organizaram-se em novos partidos, sendo o Partido Republicano o mais activo de todos.
Os republicanosdefendiam que à frente do país não devia estar um rei, o qual nem sempre tinha as qualidades necessárias para o cargo, mas sim um presidente eleito pelos portugueses e que governasse apenas por um período de tempo limitado. Consideravam, portanto que a monarquia devia ser substituída por uma república.
A divulgação das ideias republicanas em jornais e revistas era cada vez maior e as hostilidades contra a monarquia iam crescendo de tom.
No dia 31 de Janeiro de 1891 deu-se, no Porto, a primeira revolta armada contra a monarquia.
A revolta contou com o apoio de alguns militares e de muitos populares. Porém, a guarda municipal, que era fiel à monarquia, derrotou os revoltosos.
A agitação política e as manifestações populares contra a monarquia não terminaram e aumentaram ainda mais durante o governo chefiado por João Franco.
No dia 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa, dá-se um atentado contra a família real no qual são assassinados o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe.
Com a morte do rei e do seu herdeiro foi aclamado rei de Portugal D. Manuel II, com apenas 18 anos de idade, o qual era o segundo na linha de sucessão ao trono português.
D. Manuel procurou o apoio de todos os partidos monárquicos, mas mesmo assim não conseguiu que os republicanos desistissem de acabar com a monarquia em Portugal.